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Arrisca?


É normal e faz parte ter medo de arriscar em uma relação depois de vários desencontros e decepções, mas deixar de arriscar, também vale? O trauma ás vezes é tão grande que você jura que "nunca mais vai amar", "o coração tá fechado" e coisas do tipo. Mas e aí, a vida tá te dando uma chance ótima de reverter a situação e você vai deixar passar? Tanta gente vive reclamando porque não "encontra" a pessoa certa e vive procurando tanto que ás vezes o tal tá embaixo do nariz e o teimoso não enxerga. E vem o medo e a frustração por não ter tentado. Complicado, mas você vai ficar se lamentando e sem abrir o coração?
Eu acho que a gente deve falar sempre o que pensa, o que quer e principalmente o que sentimos. Sempre vale a pena arriscar. A possibilidade de levar logo um fora e desencanar, é bem melhor do que viver na dúvida com a sombra do "se" e do ''talvez": "mas e se eu tivesse tentado, teria sido diferente?"; "talvez se eu tivesse dado uma chance a ele poderia ter dado certo". A chance você tem que dar a si mesma, amiga. É bem preferível quebrar a cara e seguir em frente do que ficar imaginando como teria sido, né? Ok, pode ser no meu ponto de vista e não no seu. 
Mas vale a pena se torturar com essas questões? Faz acontecer, minha filha, porque a única coisa que cai do céu, é chuva! Tá afim? Demonstra, fala o que sente, abre o coração. Tá com medo de sofrer? Quem arrisca, não petisca, já diz esse velho e prático ditado do tempo que a minha avó lidava com essas questões. 
Eu só penso que devemos nos permitir, ir atrás do que e de quem queremos. Claro que com classe, com jeitinho, sendo quem você é. Doloroso não é levar um fora, mas viver imaginando o que você teria encontrado do outro lado da ponte. A rejeição passa, a dúvida não. Tenha uma certeza: ou vai dar muito certo, ou não vai dar em nada. E eis aqui minha deixa: quando a gente se permite, vê muito além da ponte. Quem tem que ser seu, vai ser, então tenta! Não vai atrás? Então se enche de dúvida aí, antes de dormir. 

Tudo


Tudo é mais fácil quando você vive algo transparente. Sem a mínima dúvida, conhecer a pessoa com quem você divide mil e um sentimentos é bem menos confuso. Menos agoniante também. A gente fica mais seguro quando tem alguém que nos quer forte, que nós quer de pé. E o melhor é sentir que vale a pena, porque só sentimos isso quando a pessoa tem a coragem de provar todos os dias que vale a pena, que vai valer. Tudo fica tão melhor.. Implicância do tanto do amor, pra quê mais? É uma simplicidade, uma liberdade, uma ida e uma volta. É se doar e se ter de volta, é saltar de uma ponte e ter alguém te esperando pra abraçar assim que você cair. É estender a mão e ter o corpo inteiro. Tudo tão imprevisível, tudo de surpresa, tudo em cima da hora, mas sempre tudo, nunca metade, nunca nada. Só confessamos fraquezas a quem nos mantém mais fortes.

Foto: Tumblr

Só foge quem tem medo de sentir


Prometi, disse a mim mesma que dessa vez seria diferente. Disse a mim e a você que eu não ia mais fugir, ia tirar a armadura e sentir. Eu não queria fazer tudo de novo, sabe? Fingir que não vejo, que não sinto. Meu mal é desconfiar do que eu mais tenho certeza. Sei que é de verdade, sei que é forte, mas ás vezes esqueço e insisto em lutar contra. Lutar contra mim, contra nós.
Não quero mais me privar de sentir. Sempre me permiti, então por que hesitar? Sei que podemos muito bem ir mais longe e sentir na pele os efeitos dessa nossa ligação. Então quero insistir. Insistir em nós, colocar as cartas na mesa e entregar o jogo, porque eu tô mesmo entregue a você. Tirei a armadura, desisti da luta, agora eu só quero viver a gente. É tudo que eu mais quero.
Não vou mais me punir por sentir, vou me punir caso alguma vez essa ideia horrorosa de nos afastar outra vez, ouse passar pela minha cabeça. Vou apostar todas as fichas, vou deixar tudo acontecer. Vai que a minha felicidade faz mesmo parte de você? Tenho que cruzar a ponte, quero mesmo pagar pra ver. Eu sou assim mesmo, né? Então porque ser diferente?
Não vou mais caminhar contra, vou deixar fluir, vou deixar ser.
Só me atura, tá? Atura a minha insegurança, a minha neura, os meus medos. Atura tambem o meu coração batendo descompassadamente com o teu. Atura as minhas risadas insanas, meus gritos, minhas loucuras, minhas paixões. Me atura com toda essa intensidade, esse temperamento forte. E eu sempre vou dizer que é você, sempre vou ter certeza. Porque em meio a tantas confusões, você nunca desiste de mim. Você só me enxerga e se entrega a esse turbilhão de mulheres que vivem aqui dentro gritando histericamente que é você, você que sustenta esse prédio de tantos degraus abarrotados de sentimentos e verdades.
Não adianta mesmo eu tentar fugir. Já aceitei que é você. Não com toda a coerência do mundo, mas não vou fugir, já estou pagando para ver..

Culpa a gravidade..


Sabe quando você tenta de todas as formas se manter longe do perigo e simplesmente não consegue? Você jura que vai conseguir repelir, que vai conseguir afastar, mas não consegue. Culpa do Sistema Solar. Quem mandou ele se tornar tão pequeno comparado aos momentos que você vive com ele? Pobre Universo que parece desaparecer quando ele chega perto e o perfume te deixa louca.
Aí você continua tentando, lutando ou pelo menos fingindo que quer se afastar, mas a gravidade é maior. E depois? Depois você não sente nenhuma culpa. Porque ele é daqueles assim, sem culpa, sem preocupação, puro magnetismo. Porque entre os dois a coisa flui, acontece naturalmente, como se já estivesse realmente predestinada a acontecer. E tem coisa melhor do que não ter arrependimento? Só ter ele perto de você te embriagando com aquele perfume. E olha, ou melhor, sente: que perfume! 
Tão despreocupado da vida, daqueles que não carrega o mundo nas costas; que quando sorri verdadeiramente, num passo de magia tudo acontece e ele te ganha. Ganha, sempre ganhou. Te ganha porque você gosta, porque você quer, porque as coisas fluem. Os rios fluem. E como dois rios vocês se encontram no meio da madrugada, só pra sentir o calor do outro, só pra culpar a gravidade por insistir em juntar os dois. 
E nada mais importa, não é? A culpa é mesmo da gravidade, do modo como a Terra alinhou os dois a estarem sempre no mesmo caminho e na mesma rotação. E pra quê lutar contra, não é mesmo? Quem quer desafiar a natureza?

Aprende.



" "Me deixa" foi o que eu disse e por mais que dissesse isso com certeza, uma parte de mim não queria acreditar nessa "certeza". Juro que não pensei que sentido teria o silêncio daquele quarto após essas palavras. Eu queria que você sentisse o que era estar perdendo alguém, embora você não merecesse que essa lição viesse de mim. Não merecia nem a minha preocupação, aliás não me merecia. Eu sempre fui muito pra você, sempre fui melhor, e sabe por que? Porque eu sentia. Você era incapaz de sentir, sempre foi e continua sendo. Coitado. 
Você não merecia estar com alguém tão bacana, tão mulher e tão menina. Mulher por ter o interesse de te fazer aprender alguma coisa verdadeira e menina por cair no teu braço e ser o teu sorriso. Mas também acho que no fim das contas, eu também não te merecia. Eu tinha que ter coisa melhor que um mulherengo louco por uma saia justa numa bunda bonita. Não sei, acho que a gente é que não se merecia. 
Eu queria sair, bater a porta como quem não fosse mais voltar e mesmo ousando fazer isso, eu queria que você viesse, que você corresse antes de eu ir, que você fosse atrás de mim na enorme e tentadora tentativa de me fazer ficar. Só que eu não bati aquela bendita porta. Fui de bacana a idiota quando resolvi parar, resolvi ficar ali entre o ir e o voltar. 
Não gosto de ficar em cima do muro, mas olha, tentei te fazer enxergar que o meu perfume é realmente o melhor, melhor do que todos das tuas namoradinhas sem sal. Quis te lembrar que meu cheiro impregna na roupa. 
E nada disso você mereceu, aliás, não merece. Acho que só queria ver na tua pele que qualquer hora você pode me perder. Porque esse ímã que me puxa pra você, pode me soltar de vez e me fazer bater aquela porta e depois que eu disser que vou, eu vou mesmo, você sabe. Toda essa conectividade, essa força magnética que me leva pro teu campo de força vai se perder aí só quem perde é você. 
Tudo valeu, queimou, ardeu, mas não esquece do meu orgulho. Do modo que vou à ti, eu posso dançar suavemente e bater aquela porta na tua cara de uma vez por todas, e aí, querido, bye bye. Não espera perder pra dar valor."


NOTA: Eu sou a autora de todos os textos que posto seja em qualquer categoria. Recebo muitos comentários legais, os assuntos repercutem bastante, mas só quero dizer a vocês que incorporo a maior inspiração possível para poder escrever textos assim. Eu graças a Deus não estou apaixonada e ainda sou muito nova para conhecer um amor e suas verdades. Agradeço muito o carinho, mas não se preocupem que meu coração está ótimo e batendo saudavelmente, hehe =) 

Para sempre ser



E sentados ali, embalados pelo clarão da noite e fascinados por todas lembranças que já compartilharam, a imagem da lua cheia e iluminada dava ênfase ao silêncio dos dois. Eles não precisavam falar que pensavam no mesmo assunto, nas mesmas alegrias. Aquele silêncio tão confortável entre os dois era o silêncio da saudade e das lembranças. Eles apenas estavam lembrando um do sorriso do outro e sabiam que tinham perdido tempo, que tinham se afastado pelo simples fato do amadurecimento.
Ela se sentia feliz por estar ali e ele se sentia feliz por estar ao lado dela. E desde então, passariam a ser não como foram um dia, mas como poderiam ter sido. 

Transbordar



Eu sempre repeti a mim mesma que me bastava, que minha felicidade era só minha e que eu era auto-suficiente. De tanto repetir o tempo todo que eu estava completa comigo mesma, feliz comigo mesma e era minha melhor amiga e conselheira do meu próprio interior complicado, temperamental e inexplicável,  uma hora eu senti a necessidade de precisar de alguém. Empaquei, procurei. Parecia que de tanto ter certeza que eu estava completa e conhecia até minha sombra tendo ciência de que ela também me abandonava no escuro, parecia que de tanto me sentir completa eu precisava realmente de alguém.
Foi então que desorganizei tudo. Minha mente saiu do sistema solar e tive inicio de crises de mim mesma. Procurei algo que me desse dor de cabeça, que me causasse insônia, eu não queria sossego eu queria simplesmente precisar de alguém que não fosse minha mãe ou meu pai  e assim, perder a cabeça. Acho que foi isso que eu procurei, perder a razão e me perder dentro de mim mesma, mais do que já vivia perdida. Eu me encontrava, mas perdia logo em seguida. Sou complexa como um espelho, onde já se viu ser auto-suficiente e se perder a ponto de não se conhecer dentro de mil pensamentos em ebulição? Isso não dá certo junto.  Mas dava, dentro de mim. Aliás, sempre deu.
Sei que perdi a suficiência simplesmente por não ter o que fazer. Procurei sarna pra me coçar e aqui estou, vermelha e tendo as vertigens dessa alergia. Mas alergias passam, a minha vai passar. 
Tudo se desorganizou, fui atrás e encontrei, encontrei algo que ainda anda perdido sem saber ao menos que se perde toda noite em meus sonhos, e sem saber que embora eu evite, meu subconsciente insiste em lembrar o que não é real, o que não conheço.
Agora, eu me apego a ideia de que preciso, preciso disso. Mas como posso precisar de alguém que vive somente em meu interior? De alguém que meses eu atrás eu sabia somente da existência? Como posso? Essas coisas que nascem por acaso dentro da gente tem um fim, não tem?
Por um momento tudo o que precisei foi de colo, de abraço, de carinho. Por um momento tudo o que fiz foi gritar bem forte a quem eu amo, porque é de verdade. Mas porque a necessidade de precisar de alguém? Alguém de fora? Vi e reconheci que não é fraqueza, é só algo que nasce e toma conta e você quer cortar e não consegue. Algo que é essencial, mas como disse o Pequeno Príncipe, algo que é invisível aos olhos. Mas será que cativei minha flor sem ao menos ter a chance? A flor foi quem me cativou, olha que interessante.
Eu me senti assim, num daqueles jogos de paciência onde você  vê as cartas todas misturadas, fora de ordem e onde uma precisa da outra pra poder formar um jogo. Tem horas que você se pergunta, “cadê o maldito Q, que não aparece, é o que tá faltando pra completar”. Pois é, eu já estava completa e percebi que minha vontade e não necessidade, ou talvez necessidade  era de transbordar e pra transbordar eu me sinto incompleta, como se minha autoconfiança não bastasse, talvez porque estejamos um pouco de mal.
Não sei, mas vou começar tudo de novo, do comecinho. Primeiro um tempo pra mim, amor pra mim, felicidade pra mim. Depois, compartilhar com quem eu amo, afinal, bem comigo mesma é que eu vou poder estar de bem com os outros, não é? E partilhar o amor e as amizades. Quero me encontrar de novo, me sentir completa de novo e assim, lutar por aquela vontade de transbordar, ou talvez necessidade. É tudo isso que eu preciso, ou talvez só precise ir dormir agora e acordar feliz amanhã, como acordei hoje e pretendo acordar sempre.
Mas acho que assim como no jogo de paciência, uma hora tudo se ajeita, não falta nada e o bônus transborda e talvez por me sentir tão perdida agora, é que eu esteja mais prestes de me encontrar novamente e transbordar. Finalmente, transbordar. 

Pelo simples fato de sorrir



Ele sorria, sorria o tempo inteiro com os olhos cheios de má intenção, irradiando calor. Ele me olhava com aqueles olhos do verão que queimavam ao admirar o meu bronzeado. E eu não me sentia só mais uma, eu me sentia dele, assim como sentia que ele era meu.
De calção surrado, cabelo despenteado e aquele óculos escuro, ainda assim ele era meu e sempre seria... Radiante era toda a paz e tranquilidade daqueles dias ensolarados construindo infinitos castelos cheios de histórias durante um pôr do Sol. O mais fascinante disso era ter ele ali comigo, onde sempre deveria estar.
É, de vez em quando dá saudade, bate uma nostalgia, mas foram momentos tão bons que nada nesse mundo poderá apagar. Nem a pior das distâncias tem força para apagar lembranças tão fortes como as desse verão. 


NOTA: Tava faltando texto de amor por aqui havia algum tempo... 

Mais uma vez, mais uma vez uma história com final repetido. Parece que ultimamente essa parte da minha vida tem tido complicações. Depois de uma decepção, a gente acha que nunca mais vai encontrar alguém pra curar nossa ferida, que nunca ninguém será capaz de tapar o buraco que fica dentro de nós depois de uma tristeza, depois de um fim tão inesperado.
É sempre assim, achamos que nunca vai passar, mas graças a Deus, passa. E o quão corajosos podemos ser? Quebramos a cara, precisamos de band-aid no coração e ás vezes é uma coisa tão forte que vai além, que corrói a alma, a garganta, o coração e tudo que há de órgão vital. A gente acha que nunca vai superar, aí vem alguém, te diz várias palavras bonitinhas e você cai na dúvida, acreditar ou não? Correr o risco de novo, ou não? Mas uma certa carência -acho que isso nem merece o nome carência, porque é de certa forma, complexo- te faz abrir o coração de novo. Aí você absorve as palavrinhas lindas que inundam seus ouvidinhos sensíveis a uma boa lábia; você passa a sorrir só de lembrar do sorriso da tal pessoa e tem uma hora que você acha que vai ser pra sempre, que tudo você poderá superar ao lado daquela pessoa. Você vive uma bolhinha de amor. Como uma bolha de água comum se desmancha, uma hora vem um espinho e quebra essa bolha e você passa a viver dispersa, de repente tudo fica sem rumo e sem direção.
Parece um ciclo, né? Maldito ciclo. Será possível que todo final vai ser assim? Aí com tudo isso, você trata de fechar a portinha do coração pra já! Até que depois aparece alguém e muda isso tudo e começa e recomeça, de novo. Mas sabe, tem uma hora que a gente cansa, o coração desperta e só repete uma coisa "vou cuidar de mim" e cuida. Quem disse que esses "males" não me fazem bem? Deus escreve certo por linhas tortas, Ele só me fez aprender  e eu sigo com a certeza de quem um dia esses finais mudam, eu encontro a pessoa certa e vivo. Mas enquanto isso, o que importa é a nossa alegria..


A terrível distância


Como é ruim estar longe... Sem poder tocar e nem ao menos ver quem tanto precisamos trocar ao menos uma breve palavra. Saudade, triste sinônimo de dor. E a dor é só o que eu sinto, a dor de estar longe do teu colo e das tuas palavras. Tudo fica tão complicado, tão desanimador que por vezes chego a pensar em desistir. Mas essa dor é tudo nesses momentos: ela me faz lembrar sempre, em todos os momentos, que apesar de estarmos longe, ela existe porque algo mais forte que toda essa agonia de estar longe é bem maior: o carinho, o amor, a precisão. 
Eu realmente te preciso. Preciso do seu abraço nas noites de angústia, preciso do 'você consegue' que tanto me motiva e me faz crer ainda mais. Eu te preciso e toda essa saudade que arde e queima no meu peito, doendo forte, me fazendo chorar, me lembra que por alguma razão nós continuaremos juntos. "Longe dos olhos, perto do coração." Essa é a verdadeira filosofia da saudade, porque apesar de toda a distância, das noites que eu te necessito aqui, segurando minha mão, ainda encontro forças em todo esse amor.
Posso ser uma estúpida, tola de deixar, por vezes, essa saudade tomar conta de mim. Mas coitado do meu coração, que quando achou você nem pensou em desistir e é por isso que ele suporta tudo isso. Por ser o seu nome que ecoa nos meus sonhos como uma melodia leve e saudável que me dá esperanças de acordar e te ver ao meu lado, mesmo me decepcionando ao saber que nada passou de um sonho, de uma vontade e desejo que meu cérebro faz questão de lembrar até ao dormir. 
Ah, coração! Meu coração apesar de todas as loucuras, doidices, timidez, só que dizer que te ama e que te precisa. Precisa como meus pulmões precisam de ar pra poder me sustentar. 
E tudo isso vale a pena pelo simples fato de esperar para poder te abraçar e te ver outra vez. E assim tudo isso some e o só o presente vale. Mas quando acho que estou completa, você precisa partir e lá volta toda a saudade e sobretudo, a certeza de que irei te abraçar quando você voltar. Ainda estarei aqui, sempre.

Que a saudade não nos separe de quem tanto amamos e necessitamos, pois o verdadeiro amor, é o único capaz de resistir.


Constantemente



É sempre assim. Me perco num milhão de pensamentos. Antes de dormir, ao acordar. É como se meu subconsciente sussurrasse sempre ao meu ouvido algo a respeito de mim mesma, uma informação. "Eu não quero ter meu coração partido", essa é minha constante e imutável resposta aos meus próprios desejos. Pobre coração, sempre tão orgulhoso que nem escuta a razão e ignora o cérebro. E ao mesmo tampo tão corajoso a ponto de provar de novo do mel e do fél. Mal sabes coração, dos riscos que corre e mesmo assim, insiste a andar na esperança de ter alguém que não o deixe despedaçado, mas que lhe complete como nunca foi antes. 
Que seja assim, que seja possível, que seja real, pois é esse fraco coração que ultrapassa todas as razões, talvez até estupidamente, não sei...

Indescritivel


Não sei como descrever esse terrível medo de perder alguém que nunca me pertenceu, que nunca foi meu por inteiro. É como se meu coração gritasse e esse grito enchesse todas as lacunas milimetro por milimetro à minha volta, ecoando, gritando cada vez mais alto "eu tenho medo de te perder". Pior ainda é saber que o medo não é exatamente 'perder', porque pra mim isso nunca foi um jogo. O medo é perder você para alguém que não lhe dê o merecido valor. 
Mas eu ei de perder esse medo. Mais cedo ou mais tarde o coração acorda e o meu irá acordar desse sonho que parece nem ter existido, que parece ter acontecido num momento que o mundo não existia lá fora, quando era só nós dois. A abstinência passa e a necessidade de ter, nem que seja uma pequena parte sua, diminui.
Um dia então, eu calo todos esses monstros internos, eu calo esse medo, eu aprendo a seguir em frente sem me importar. Porque se eu me importo, me ferro, e definitivamente, meu coração não precisa de mais um band-aid.